Informações importantes

Aqui é um espaço onde pretendo destacar informações importantes e também algumas estratégias úteis para quem teve uma lesão encefálica adquirida.


Estratégias úteis

Aqui temos 3 textos importantes que podem ajudar a lidar com os déficits cognitivos e comportamentais após uma lesão cerebral. O primeiro fala sobre a importância de se usar uma agenda semanal para lembrar os compromissos assim como organizar e planejar sua semana, mês, etc. Esta foi uma experiência que melhorou muito a minha qualidade de vida e por isso falo dela aqui pra vocês! O segundo texto fala da importância de praticar o PPP- Parar, Pensar e Planejar- antes de tomar uma atitude. E enfim, o terceiro, cita algumas estratégias que podem ser muito úteis para lidar com os déficits de memória.

Vale a pena dar uma olhada!

A IMPORTÂNCIA DE USAR UMA AGENDA SEMANAL. UMA EXPERIÊNCIA QUE DEU CERTO !!!!

Eu, Fernanda, sempre usei agenda para anotar meus compromissos, mas usava esporadicamente, pois tinha uma memória excelente e minha vida “andava” sem problemas, eu sempre cumpria com minhas responsabilidades, com meus afazeres, etc. Porém, após meu acidente e o traumatismo craniano grave que tive (lesão axonal difusa), fiquei com a atenção, memória e funções executivas tal como o planejamento, prejudicados.

Quando entrei no CPN para terapia neuropsicológica individual, fui orientada a usar uma AGENDA SEMANAL (aquela em que você abre e tem de segunda a domingo nas 2 páginas) para me organizar e lembrar dos meus compromissos. Comprei logo, mas no início não comecei a usá-la com frequência, pois até isso se tornar um hábito pode levar um tempo.

Por que estou falando disso no Blog?

Foi pedido pela Terapeuta do nosso grupo de memória, para eu escrever sobre a agenda porque realmente eu a uso todos os dias sem exceção e sempre tento convencer todos, que têm “dificuldades” parecidas com as minhas, em usá-la. A agenda semanal, sem exageros, mudou a minha vida depois da minha lesão cerebral.

Primeiro você deve escolher um horário do dia que você “funcione melhor” para poder escrever seus compromissos por exemplo, e tentar todos os dias olhar suas anotações e ver como está sua(s) semana(s) para conseguir se planejar melhor. Eu levo a minha agenda “enorme” todos os dias para onde quer que eu vá. Muitas amigas dão risada porque hoje está tudo cada vez mais informatizado e menor e é difícil entender quem não usa desses artifícios. Mas não me importo, pois sei do benefício da “enorme” agenda semanal na minha vida. E aliás, depois que se tem uma lesão grave no cérebro e as suas dificuldades não são tão perceptíveis para outras pessoas, como no meu caso, você tem que aprender a não se importar com a opinião de várias pessoas, rsrs. Até porque, é muito difícil as pessoas entenderem sem viver o problema. Ninguém tem culpa disso… Levo a agenda comigo porque tudo que lembro ou combino com as pessoas, eu abro a agenda e escrevo para garantir que não vou me esquecer. Escrevo TUDO mesmo, até coisas básicas que eu nunca escreveria antes, como por exemplo: lavar alguma coisa, arrumar mala para viajar, ligar pra alguma amiga que não falo há um tempo ou que sinto saudades, etc. Isso significa que se eu não escrever, por exemplo, que tenho que arrumar a mala tal dia, eu vou viajar sem mala? Ou, vou lembrar só no momento de sair de casa? A resposta é não.

A agenda vai ajudar você a se planejar melhor naquela semana ou até mesmo naquele dia de arrumar a mala para que tudo não fique corrido ou dê algo errado nos seus “planos”. Talvez você que esteja lendo, pense que isso é besteira ou exagero, mas pra quem tem lesão que causa dificuldades como as que citei acima, escrever na agenda, algo tão óbvio, ajuda sim e muito!

Logo que aconteceu meu acidente, quando voltei a falar mais, a andar novamente, enfim, quando os problemas físicos foram sendo aos poucos superados, as dificuldades minhas de linguagem foram sendo mais percebidas, até mesmo por mim, que demorei para percebê-las… E quando meu problema de memória ficou visível, lembro que meu pai ficava estimulando minha memória (sem saber talvez até da importância terapêutica de sua atitudes), me perguntando coisas do dia a dia que eu tinha feito, como, por exemplo, 3 horas depois do café da manhã, me perguntava o que eu tinha comido no café. No início, até me lembrar o que eu tinha falado no telefone era difícil. Mas gradativamente, com ajuda de profissionais, familiares e amigos, tudo foi ficando melhor. O que pensei em fazer também com a agenda? Pensei em usá-la para além de me organizar, me planejar e me lembrar dos compromissos, usá-la para ajudar na memória. E isso foi ótimo! Desde então, uso a agenda também como um “diário”, pois relato o que fiz durante o dia e isso me obriga a exercitar a memória sempre. Hoje já não são todos os dias que faço o relato diário, até porque, às vezes, quero testar minha memória e escrevo dois ou três dias depois. Às vezes dá certo, às vezes não me lembro de tudo, mas sempre quando estou com dificuldade, peço ajuda para o meu marido (que, no caso, é a única pessoa que mora comigo e sabe da minha rotina) me ajudar a lembrar algumas coisas que fiz ou que aconteceu naquele dia para eu tentar “puxar” na memória algo mais.

Outra dica importante para que o uso da agenda seja realmente eficaz é não esquecer de no mesmo dia ou no dia seguinte (dependendo da hora que você escolheu para olhar a agenda) “ticar” o que você conseguiu cumprir naquele dia e o que você não conseguiu, escrever para cumprir nos dias seguintes. Isso porque se você não transfere o compromisso que não foi cumprido de maneira escrita na agenda para outro dia, a probabilidade dele não ser realizado e ser esquecido por você é quase 100%. Então, evite problemas de uma maneira simples porque depois que isso se tornar um hábito, você vai ver que não vai tomar tempo nenhum fazer isso e, com certeza, vai ser muito mais fácil, prático e menos estressante do que o transtorno de não lembrar de fazer algo.

Outra coisa que muda com a maioria dos que sofrem lesão deste tipo, é que a falta de atenção e memória, a dificuldade na organização e planejamento gera um desgaste físico e emocional muito grande. A gente se cansa muito mais para fazer a mesma tarefa que antes poderia até passar despercebida. E o uso da agenda ajuda, pois você tendo noção de como está sua semana, você também pode se planejar e não fazer muitas coisas no mesmo dia e sim, dividir os compromissos, o que vai te deixar menos cansado(a) e menos frustrado(a) caso não tenha conseguido cumprir o que desejava, pois nossos desejos e necessidades não mudaram, mas a nossa “capacidade”mudou. Então, é muito importante aceitar isso, acima de tudo. Aceitar e reconhecer é o primeiro passo para tudo ficar mais fácil, não só na prática do dia a dia, mas emocionalmente também. Posso garantir, por experiência própria, que acordar num “belo dia” e perceber que você não é nada parecida com o que você era e que possui muito mais dificuldades que antes para determinada “função”, não é nem um pouco fácil…

Espero ter contribuído com algo que possa, de uma maneira muito simples e sem gasto nenhum, melhorar a sua vida, melhorando o seu dia a dia, seus afazeres, seu planejamento, enfim, sua qualidade de vida em geral. Se eu puder ajudar mais de alguma forma, estou à disposição aqui no Blog. Agradeço por você ter lido até aqui, sei que o texto é longo!

Fernanda

PARAR PENSAR E PLANEJAR ( PPP). APRENDI MUITO COM ISSO !!!

Parar, Pensar e Planejar antes de tomar uma atitude, eis aí uma estratégia para se comportar corretamente em qualquer lugar, com qualquer pessoa e em qualquer situação, independentemente de quem toma essa atitude, afinal, todos podem ser inadequados ao não corresponder a expectativas ou ao fazer o que não deve em determinado ambiente.

Tratarei aqui de explicar o meu caso: Sofri um acidente de carro aos 12 anos e, com isso acabei por bater a cabeça e sofrer um Traumatismo Craniano Encefálico (TCE) que provocou hemiparesia (déficit parcial da capacidade de executar movimentos voluntários em metade do corpo) e alterações cognitivas, as quais dificultavam, e talvez ainda dificultem um pouco, comportamentos adequados. Eu falava o que me vinha na cabeça na hora que o pensamento vinha, contava piadas “idiotas” achando que iam ser boas, sem pensar se eram adequadas, queria sempre chamar atenção e, enfim, o fazia da maneira incorreta. Demorou um pouco para eu perceber o quão inadequado era. Com o tempo comecei a perceber o quão errado era o que fazia ou falava, porém, só depois que já havia feito ou falado o que não devia. Não conseguia me controlar, o pensamento vinha à cabeça e, como uma alavanca, era lançado para fora de minha boca, cheguei até a usar minha lesão como desculpa, mas, cá pra nós, não é muito divertido ser conhecido como “O lesado”.

Conheci a estratégia PPP na reabilitação neuropsicológica e pude exercitá-la melhor na terapia em grupo, onde conheci pessoas que, como eu, também tiveram LCA (lesão cerebral adquirida) e que não se comportavam da mesma maneira inadequada que eu. Essa estratégia se baseia em Parar na hora que vem o pensamento, Pensar se o que pensou se adéqua ao ambiente e ao grupo a sua volta, e Planejar a maneira correta de executar tal pensamento para se saber se deve ou não fazê-lo e como fazê-lo.

Não foi fácil executar o PPP, pois eu era muito impulsivo e Parar antes de agir não era muito comum para mim. Sendo assim, após tentar algumas vezes e falhar consecutivamente, resolvi encontrar um meio termo, me calei. Resolvi que ficar calado seria a melhor alternativa inicio, pois, se conseguisse ficar quieto, conseguiria mais tarde pensar antes de falar. O efeito para com os outros não foi nenhum. Estava calado e queria falar somente se falassem comigo, mas, não queriam falar comigo, pois já imaginavam que se iniciassem uma conversa comigo não iriam conseguir me parar, afinal, a primeira impressão é a que fica. Para mudar, não bastava não fazer nada, tinha que mudar a “primeira impressão” e, para isso, tinha que agir sempre da maneira correta Parando antes de agir, Pensando na ação correta a fazer e Planejando a maneira apropriada de agir.

O resultado não é instantâneo, as pessoas custam a acreditar no que vêm uma ou duas vezes, preferem acreditar no que viram antes, sendo assim, procuro não insistir, tento não me sentir livre demais, sempre há restrições, só faço piadas se outro na conversa já tiver feito alguma outra, pois assim sei se será bem vinda e, ainda assim devo pensar um pouco se não serei inadequado com meu comentário. Agora sei que não preciso ser engraçado 24 horas/dia, a seriedade, muitas vezes, pode ser mais agradável.

Com o tempo o PPP vai se tornando automático, passa a não ser necessário pensar que se deve parar, pensar e planejar, mas o melhor é estar sempre com o PPP em mente para não se esquecer de praticá-lo.

Obs. Para escrever esse texto também foi necessário utilizar o PPP.

Ass: Alex Covino Pinto

ESTRATÉGIAS PARA LIDAR COM OS DÉFICITS DE MEMÓRIA

No livro de “Barbara A. Wilson” (2003, International Neuropychological Society) foram citadas  44 estratégias as quais discutimos em grupo e escolhemos as estratégias que achamos mais funcionais para a pessoa que sofreu uma lesão no cérebro e ficou com a memória prejudicada.

Vale a pena dizer que muitos desses itens que citamos, nós do grupo, fazemos uso e temos certeza, na prática diária, que são muito úteis e até podemos dizer que imprescindíveis.

Importante ressaltar que embora pareçam estratégias fáceis de utilizar, depende de dedicação, disciplina e persistência, mas sabemos com certeza que podemos realizar.

A  ideia é que as estratégias façam parte do dia a dia da pessoa,  e passem a ficar quase automatizadas ao longo do tempo. Sabemos que em muitos casos, não conseguiremos a ‘cura’ do funcionamento que está alterado, porém  devemos considerar o quão importante é aliviar o sofrimento no dia a dia  das pessoas com lesão e também do familiar.

Abaixo estão citados os itens referentes aos auxílios de memória e estratégias utilizadas por pessoas com lesão cerebral

1-     Listas

2-     Agenda para anotações e compromissos diários

3-     Pedidos a outras pessoas que o lembrem de algo

4-     Reconstituição mental

5-     Relógio despertador (para acordar)

6-     Objetos em lugar comum

7-     Anotações em lugares específicos

8-     Prática repetitiva

9-     Escrever na mão

10- Fazer associações

11- Relógio com data / alarme

12- Rotina diária

13- Diário

14- Relógio despertador / alarme

15- Imageamento visual

16- Rotina semanal

17- Caixa de comprimidos com dia / hora

18- Telefone celular

19- Gravador

20- Rimas

21- “Chunking “(técnica de agrupamento)

22- Orçamento doméstico (arquivamento)

23- Bolsa ou pasta organizada


Dia 31 de janeiro de 2013

ENTENDENDO UM POUCO SOBRE A TEORIA DA MEMÓRIA

Importante saber que a memória é uma combinação de subsistemas inter-relacionados que estão ligados e que interagem.

Um componente muito importante para a memória é Atenção.

Atenção: É um componente lógico de modelo de memória, é a capacidade para acessar a informação que chega. No nível mais fundamental está a vigilância e o despertar; nos níveis mais altos estão:

Atenção seletiva: Resistir a interferências, exemplo: Estar numa sala de aula, o foco é o  professor que está transmitindo informações, no entanto, paralelamente há pessoas na sala de aula conversando e ruídos fora da sala de aula, logo, tenho que inibir os estímulos que não são o alvo e selecionar o que realmente me interessa. Outro exemplo: ‘Em uma das aulas na qual participei , tinha um aluno que não parava de fazer um movimento com o lápis na carteira, como era difícil eu inibir esse estímulo, resolvi mudar de lugar’.

Atenção Alternada e Dividida: ‘atender concomitantemente a duas ou mais fontes de estimulação’, ‘Distribuir recursos atencionais’. Exemplo: ‘Quando estou tocando um instrumento musical ( gaita), tenho que ler a partitura ou me lembrar da música que estou tocando’. Outro exemplo: ‘Na sala de aula estou ouvindo o professor falando e  ao mesmo tempo anotando as informações relevantes’.

Atenção sustentada: manter a concentração ao longo do tempo. Exemplo manter se atento em uma aula de 40 minutos.

Estágios da Memória

  • Decodificação
  • Armazenamento
  • Recordação

Codificação: É a análise desempenhada do material a ser lembrado. Lembrar um material verbal depende da decodificação das características fonológicas, lembrar de uma informação visual depende de decodificação da representação gráfica. A informação que passa por uma análise com melhor detalhamento no processamento de decodificação terá a maior probabilidade de ser recordada do que a que foi superficialmente analisada, por exemplo: quando se usa a estratégia de categorizar uma informação.Exemplo relatado : Uma pessoa conversou com você, e contou acontecimentos e pensamentos dele. Enquanto você o está ouvindo, você está  ‘categorizando’ as informações, o que facilitará a recordação.

Armazenamento: É a transferência da memória transitória para uma retenção permanente. Importante saber que quando há dano do hipocampo ou em estruturas do lobo temporal pode haver uma decodificação bem sucedida, porém, podem não ser são capazes de mantê-las armazenadas.

 Recordação: É a procura ou ativação dos traços existentes de memória, ou seja recordar o que aprendemos.

Os participantes do blog fizeram um resumo de leitura do livro “ Barbára Wilson” ( 2003, International Neuropychological Society e marcaram como importante as informações acima.


Dia 26 de maio de 2013

Hoje, 25/05/13 em São Paulo, participei de um momento histórico que foi a Assembléia de FUNDAÇÃO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE TRAUMATISMO CRÂNIO ENCEFÁLICO (TCE)!!!!!! Foi um dia importante para mim e todos aqueles que sofreram e, infelizmente, talvez, um dia, sofrerão um TCE…Um momento importante para medicina/neurologia e todas as área afins que podem ajudar no diagnóstico, prognóstico, assistência, reabilitação deste paciente, etc. Não me esquecendo, é claro, da importância para os familiares, que sofrem até mesmo antes (até porque, muitas vezes, o paciente fica em coma e só vai ter noção do que aconteceu muito tempo depois…).

No Brasil, temos em média 8 milhões de pessoas com TCE, isso tirando as pessoas com TCE leve que muitas vezes nem dão entrada no hospital e portanto, casos que nem são computados…. Enfim, o que aconteceu hoje nos dá mais uma “luz no fim do túnel” para que cada vez mais as pessoas se preocupem com esta doença invisível que é o TCE e muitas vezes tão grave, impossibilitando a pessoa de retornar à sua vida “normal”, trabalho, etc.
A Reabilitação do TCE com foco na cognição tem apenas 10 a 15 anos no máximo! Eu já tenho 6 anos e 4 meses de TCE. Só aí já fico “chocada” em pensar como “tudo” é muito recente…E quantas pessoas sofreram lesão há 20, 30, 50 anos??? Quanta falta de informação, quanto sofrimento!!!! Mas, como minha mãe me disse: pelo menos agora este “movimento” já começou!!!!!
Que venham mais pesquisas científicas, mais profissionais interessados nesta área, mais conhecimento e compreensão das pessoas de uma maneira geral….e claro, bem menos TCE!!!!!!

O.B.S.:  Neste curso que participei, vi que  algumas “características”/sintomas ou sentimentos podem ser observados em pessoas vítimas de TCE, como por exemplo:

  • fadiga mental e física
  • vertigem
  • cefaléia (dor de cabeça)
  • medo
  • ansiedade
  • irritabilidade com qualquer coisa
  • impulsividade
  • inadequação social
  • depressão
  • falta de identificação com os outros
  • agressividade
  • desinibição ou apatia
  • dificuldade na atenção e memória, etc.

Isso NÃO  significa que todos que tiveram TCE vão ter todos esses sintomas, mas uma mesma pessoa pode ter vários. Saber disso serve de alerta para todos poderem identificar suas reações ou de seus familiares e entenderem que é comum após a lesão isso acontecer e por isso, muitas vezes é imprescindível buscar ajuda profissional…

Espero ter contribuído de alguma forma.

Fernanda


Dia 05 de setembro de 2013
QUERO COMPARTILHAR COM TODOS VOCÊS ALGUNS “LINKS” (Sites, Blog, Face) QUE ACHO MUITO IMPORTANTE E INTERESSANTE… Entrem, vale muito a pena…

=== 1- http://www.ankol.com.br/ (www.ankol.com.br).
Neste site, todos vocês podem se cadastrar (cadastro gratuito) e podem ler e também assistir vídeos de vários temas. Na parte esquerda da primeira página tem um retângulo em branco e em seguida a palavra “ir”. É só digitar neste local a palavra “TCE” que em seguida, aparecerá textos e vídeos sobre o tema Traumatismo Craniano.

Não sei se vocês lembram quando eu escrevi aqui no Blog sobre a Assembléia de FUNDAÇÃO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE TRAUMATISMO CRÂNIO ENCEFÁLICO (TCE) que ocorreu em Maio de 2013 e que inclusive, eu participei… Entrei em contato com o renomado Neurologista que é especializado em TCE e que é um dos grandes responsáveis pela Fundação da Sociedade Brasileira de Traumatismo Crânio Encefálico, e ele disse que a burocracia pra fundação da Sociedade leva tempo, mas que em breve (talvez daqui 1 mês), todos terão acesso e poderão ser membros desta Sociedade. Quando isso acontecer e eu ficar sabendo, divulgarei aqui pra vcs, ok?
OBS: No Brasil, temos em média mais de 8 milhões de pessoas com TCE, isso tirando as pessoas com TCE leve que muitas vezes nem dão entrada no hospital e portanto, casos que nem são computados… A criação desta Sociedade de TCE é um grande avanço.
Neste site, (www.ankol.com.br) tem inclusive algumas aulas que foram gravadas no dia deste “ I Simpósio de Reabilitação Cognitiva PÓS TCE- Reabilitação em TCE: estado da arte”, do qual eu participei. Vão ter ainda mais aulas que serão colocadas no site, mas dêem uma olhada lá que já tem algumas.

=== 2- http://www.cpnsp.com.br/ (www.cpnsp.com.br)
Este é um Site super interessante que já foi até citado aqui nos “Links úteis” e vale muita a pena vocês darem uma olhada.
O CPN REAB – Serviço de Reabilitação Neuropsicológica de Adultos é um serviço destinado a pessoas com dificuldades cognitivas e problemas comportamentais, decorrentes de lesões cerebrais adquiridas. Foi no CPN que fiz reabilitação por vários anos e foi de lá que surgiu a idéia deste Blog. É um lugar maravilhoso que reúne excelentes profissionais.
Na página do Centro Paulista de Neuropsicologia, no lado esquerdo, vocês vão ver vários tópicos. O segundo se refere à “BLOGS”. Lá está citado este “meu” (meucerebromudou) e tem um outro que eu achei interessantíssimo tb:
http://cienciadocerebro.wordpress.com/

Este Blog: “cienciadocerebro.wordpress.com”, é onde a psicóloga Luciane posta vários textos/artigos sobre TCE que podem ajudar com informações muito úteis para nós (pacientes com lesão) e familiares, profissionais, etc.
Luciane Simonetti, pesquisadora do CPN e do Depto. de Psicobiologia da UNIFESP, escreve sobre neuropsicologia, neurociências, psicologia e tudo mais que tem a ver com o cérebro.

= 3- No Facebook tem uma página que se chama REAB (REABILITAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA DE ADULTOS), que tem muitos temas sobre nosso cérebro, são textos interessantíssimos. Vale a pena entrar na página e ler alguns artigos que podem interessar vcs…

=4- Leiam também o texto neste site abaixo:
www.fonoemneuro.com/saibamais/traumatismocranioencefalico/                                                                                ‎Se não conseguir entrar por aqui, procure no Google: “escala rancho los amigos”. Lá tem algumas explicações sobre os níveis de consciência quando a pessoa está saindo do coma, etc.

Desde já, agradeço vocês por fazerem deste Blog um lugar onde podemos trocar informações, aprendizados, experiências, etc. Um lugar, onde nos sentimos próximos um do outro, sem nunca termos nos visto… Onde, muitas vezes, podemos sentir esperança, paz e “conforto” e conhecer histórias de várias pessoas que receberam um péssimo diagnóstico (como eu), chegaram perto da morte e recuperaram bem, mesmo sem a “crença” dos médicos…

Olhem esses links e se possível depois me digam o que acharam…
Um forte abraço em cada um de vocês.
Fernanda


 Este Artigo é interessante, vale a pena dar uma olhada. Fala das alterações comportamentais das vítimas de  TCE…
http://mobic.com.br/clientes/monalisa/alteracoes-do-comportamento-pos-tce-uma-abordagem-da-neuropsicologi


JUNHO DE 2014

Pessoal, vocês se lembram que comentei aqui no Blog que dia 25/05/13 em São Paulo, eu tinha participado de um momento histórico que foi a Assembléia de FUNDAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TRAUMATISMO CRÂNIO ENCEFÁLICO (TCE)???

Pois é… Depois de toda burocracia necessária, a ASSOCIAÇÃOBRASILEIRA DE TRAUMATISMO CRÂNIO ENCEFÁLICO JÁ ESTÁ EM FUNCIONAMENTO e todos nós podemos ser membros. Já fiz o meu cadastro, façam já o de vocês. Entrem no site: http://www.abtce.org.br

Mais de 1,1 milhão de pessoas são vítimas de TCE no Brasil, a cada ano, das quais 100 mil morrem poucas horas depois do evento. De 70 e 90 mil indivíduos chegam às emergências dos hospitais com perda de alguma função neurológica, como distúrbios de memória, amnésia parcial ou afasia, além de problemas físicos.

 A ABTCE pretende disseminar, pelo país, o modelo multidisciplinar de atendimento ao trauma cranioencefálico, com foco na reabilitação cognitiva, para fazer frente à gravidade e amplitude dos casos de trauma cranioencefálico. Entre 70 a 90 mil indivíduos vitimas de TCE que chegam às emergências dos hospitais, a cada ano, apresentam perda de alguma função neurológica, como distúrbios de memória, amnésia parcial ou afasia, além de problemas físicos. Drogas moduladoras de memória, atenção e de impacto comportamental, pode desempenhar um papel importante na reabilitação cognitiva desses pacientes, dependendo da extensão e local das lesões, enquanto a assistência por equipe multidisciplinar, composta por profissionais especializados tem condições de contribuir com o processo de reabilitação das vítimas de TCE.

Faça o cadastro no site e receba informações exclusivas sobre TCE e tenha acesso a área do site que melhor lhe atende!

http://abtce.org.br/Home/tabid/56/Default.aspx

SERÁ MUITO IMPORTANTE PRA TODOS OS PACIENTES QUE TIVERAM TCE, PRA TODOS OS SEUS CUIDADORES E FAMILIARES FAZEREM PARTE DESTA ASSOCIAÇÃO!!!!

Um abraço, Fernanda


O QUE É REABILITAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA?

“PROCESSO NO QUAL PACIENTES E FAMILIARES TRABALHAM EM CONJUNTO COM OS PROFISSIONAIS, A FIM DE SUPERAR, REDUZIR, CONTORNAR, ENFRENTAR OU CONVIVER MELHOR COM AS DIFICULDADES COGNITIVAS E COMPORTAMENTAIS RESULTANTES DE UM PROBLEMA CEREBRAL”

Wilson, 1997


As dificuldades de memória e iniciativa, que são muito comuns após uma lesão cerebral (TCE, AVC, etc.), podem interferir bastante no trabalho, e por isso, as vagas para pessoas com deficiência facilitam o retorno ao trabalho de quem teve um TCE ou qualquer outra lesão no cérebro.

Não se esqueçam: essas necessidades que surgem após uma lesão cerebral merecem condições especiais de trabalho e por isso é mais interessante concorrer a essas vagas. TEMOS ESTE DIREITO!!!!!

Abaixo, passo o site para quem tiver interesse.

EMPREGO PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA: oportunidade@ceacleste.spdm.org.bra


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