Visão profissional

O objetivo central deste espaço é a disseminação de conhecimentos e informações sobre as lesões cerebrais (TCE, AVC, Aneurisma) e sua consequências, além da reabilitação neuropsicológica em lesão encefálica adquirida.  É um espaço destinado a pacientes, familiares, alunos e a profissionais de saúde interessados no tema.

Esta é uma iniciativa da Neuropsicóloga Beatriz Baldivia,  graduada em Psicologia pela Universidade Estadual Paulista, Mestre em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo e especialista em Intervenção e Reabilitação Neuropsicológica. Atualmente, cursa especialização em Terapia Cognitiva e Doutorado pelo Departamento de Neurocirurgia da Universidade de São Paulo.

Conheci a Bia durante nossas reuniões no CPN (Centro Paulista de Neuropsicologia), onde ela coordena um grupo de adultos vítimas de lesões cerebrais adquiridas, nos ajudando a enfrentar nossas atuais dificuldades através da troca de experiências e informações. Durante uma conversa, com o objetivo de ajudá-los com informações, tivemos a idéia de colocar aqui alguns posts que ela também publica em sua página no Facebook, “Neuropsicologia e Reabilitação”.

Os posts vão sendo colocados aqui por datas, do mais antigo ao mais recente. Clicando no link acima, vocês também podem ter mais informações diretamente na página dela.

==========================================================================
24 de fevereiro de 2016
Você sabe como reconhecer se alguém pode está sofrendo um AVC? Para ajudar no reconhecimento dos primeiros sinais, médicos ensinam o teste SAMU.
Fiquem atentos aos sinais de alerta

================================================================

23 de fevereiro de 2016

É muito comum ouvir as pessoas se queixarem que a qualidade do sono piorou depois que aconteceu a lesão no cérebro (por AVC, TCE ou outra causa).As reclamações mais comuns são:
“eu não fico descansado como descansava antes”
“passo a noite sem pregar os olhos, mas as pessoas dizem que eu durmo”
“troquei o dia pela noite”
“sinto sono e cansaço o tempo todo”
“´preciso dormir muito mais do que dormia antes”
“não consigo dormir mais”
Se você quer conhecer mais sobre sono, não perca esse evento promovido pelo IPQ-FMUSP e com a excelência de quem trabalha lá. É gratuito e aberto ao público!

Encontro psicoeducacional sobre insônia

O Ambulatório e o Grupo do Sono do IPq realizarão em 15/03/2016, das 9h às 11h, encontro psicoeducacional sobre insônia, aberto e gratuito. Este evento marca a participação do IPq nas ações da Semana do Sono, da Associação Brasileira do Sono – ABS, em comemoração ao Dia Mundial do Sono.
Temas: como é o sono normal; o que é insônia; os riscos da automedicação; tratamento da insônia; dicas para dormir melhor. Haverá espaço para perguntas da plateia. Não é necessária inscrição, basta comparecer ao local – IPq – Rua Dr. Ovídio Pires de Campos, 785 (rua interna do HC, próximo ao Metro Clínicas). Informações tel. 11 26617801.

===========================================================================

22 de fevereiro de 2016

Atenção, Paulistanos!
http://www.sptrans.com.br/…/defic…/Anexo_I_Tabela_de_CID.pdf

===========================================================================

20 de fevereiro

“Você só lembra o que quer”.

Quando convivemos com alguém que tem problema de memória, muitas vezes ficamos na dúvida sobre o que de fato a pessoa esquece e porque ela lembra de algumas coisas, mas não de outras. Às vezes parece que é de propósito, que só lembra o que interessa.
Temos vários sistemas de memória que interagem entre si e que tecnicamente podem ser divididos em memória de curto e de longo prazo. Isso significa que um sistema pode ser prejudicado enquanto outro, não.
Depois de uma lesão no cérebro, o que acontece é que lembrar de coisas que foram aprendidas recentemente é muito mais difícil; ao passo que recordar as coisas aprendidas antes da lesao é mais fácil. Esse é o funcionamento de um idoso tambem: ele lembra de coisas antigas, mas esquece coisas recém ditas, vistas e vividas.

E você, que não teve lesão no cérebro e não é idoso, já passou pela situação de precisar recordar de algo importante e nao lembrar de jeito maneira?

Ja se indignou por que o vídeo fofo de gato que você viu no Facebook e o hit do Carnaval não saem da sua cabeça, mas você não se recordou de uma coisa importante?
Você fez isso de propósito? Não, né?
Então por que você acha que uma pessoa que teve um machucado, uma lesão no cérebro que trouxe mudanças drásticas na vida esquece de propósito?

Recordar envolve inúmeros fatores, como a interação dos diferentes sistemas de memória, o quanto a informação te despertou interesse, motivação e afeto e por fim, sua idade e o funcionamento do seu cérebro.

=========================================================================

17 de fevereiro de 2016

Um repost! Agora mesmo recebi a ligação da esposa de um paciente que avaliei, me contando que a família e os profissionais que o atendem estão em dúvida se o paciente está deprimido ou apático.
Muitas vezes as duas coisas acontecem, mas na apatia, geralmente é a família que se incomoda com a perda de vivacidade do paciente. Ele até se envolve em atividades e conversas habituais, expressa emoções básicas; mas não consegue ter energia para se engajar em nada diferente do usual. Diferentemente de um paciente deprimido, isso não causa sofrimento para o paciente, que geralmente diz que apenas “está sem vontade”. Por outro lado, uma pessoa deprimida percebe como esta e sofre muito com isso. As duas condições melhoram com tratamento.

=======================================================================

15 de fevereiro de 2016

Certas coisas parece que só acontecem com idosos ou adultos. É muito comum o caso de AVC em bebês. Vale compartilhar a informação!

========================================================================

11 de fevereiro de 2016

É egoísmo mesmo?

========================================================================

10 de fevereiro de 2016

Você sabia que as causas mais comuns de lesão cerebral adquirida são traumatismo craniano (TCE) e Acidente Vascular Encefálico (AVC)?
Mas, além destas, existem outras: encefalite, tumor cerebral, anoxia/ hipoxia por afogamento ou por parada cardiorespiratoria. Neste vídeo, pessoas incríveis contam sua experiência com lesão cerebral e mostram como o impacto na vida é semelhante, independente do que gerou a lesão.

https://youtu.be/JFnh4zkIq3A

========================================================================

10 de fevereiro de 2016

A parada cardiorespiratoria compromete o envio de oxigênio para o cérebro, causando um tipo de lesão cerebral adquirida. Em 2004, o cantor Marcus Menna passou por essa experiência e dez anos depois, produziu esse vídeo muito bacana, mostrando que apesar de muito difícil, uma lesão no cérebro não é o fim de uma vida e que a vida vale a pena ser vivida. Um novo projeto está surgindo por aí, muito legal! Emoticon smile

https://youtu.be/OGqAc1hv2AE

===========================================================================

06 de fevereiro de 2016

Você sabia que os benefícios da pet terapia também ocorrem na reabilitação de pessoas que sofreram lesão cerebral adquirida? A convivência com animais auxilia em:

1. aumentar a motivação para a reabilitação
2. aceitação das limitações
3. redirecionar o egocentrismo (que é uma sequela comum pós lesão cerebral) e aumentar o interesse pelo bem estar das outras pessoas
4. os cuidados necessários com o pet auxiliam na estimulação cognitiva e em funções como planejamento e memória
5.diminui sintomas de ansiedade
6. diminui sintomas depressivos
7. restabelecer o controle pela própria vida
8. aumenta a interação visual de pacientes acamados e em coma vigil
9. a interação com um animal é tão gostosa que possibilita o relaxamento das expressões faciais e da postura
10. estimula a recuperação em todos os estágios da reabilitação

E aí, excelentes motivos para ter um bichinho, não? Há inúmeros animais precisando de uma chance de modificar a vida das pessoas … se você quer ser beneficiado pela convivência com um pet, procure uma ONG e adote responsavelmente um animalzinho. Certeza que não irá se arrepender!

===========================================================================

02 de fevereiro de 2016

Primeiro post da série ‪#‎avc‬! Se vc conhece alguém que passou a chorar até em eleição de sindico ou então braveja até morder o céu da boca, veja aqui as alterações emocionais mais comuns pós AVC

========================================================================

30 de janeiro de 2016

“E ele vai ficar assim para sempre?…” melhora?”
“Eu quero voltar a ser quem eu era antes, ter minha vida normal….”

Ouço essas frases quase que diariamente e a angústia de quem pergunta é visível no olhar e chega a doer em mim..

E qual é resposta, afinal?

Não voltará a ser a mesma pessoa, nem o paciente, nem os familiares. A experiência de ter alguém querido entre a vida e a morte, a comemoração por cada gesto dado na UTI e cada melhora física, além de toda experiência emocional, mudam todos que conviveram com uma lesão no cérebro. A vida passa a ter outro sentido e ser vista de maneira diferente.

E do ponto de vista da recuperação, até onde vai?

Sempre há melhoras, independente do tempo passado da lesão e é impossível predizer até onde vai.
A parte emocional evolui diferente da parte física, ou seja, tem períodos de melhora e piora. É muito importante a ajuda de um psicólogo que entenda sobre neuropsicologia, ter informações sobre a influência do cérebro no nosso comportamento e conhecer outras pessoas que passaram por isso.

A recuperação na verdade é a transformação em uma nova pessoa, com outras habilidades, outras características, mas com a mesma essência de sempre.

E você, está batalhando para ser sua versão 1.0 ou sua versão 2.0 pro?

=======================================================================

18 de janeiro de 2016

E aí, alguém já passou por isso ou tem a mesma sensação de que a pessoa perdeu o brilho dos olhos e a vivacidade?

=============================================================

AGORA VAMOS PARA 2016!!!!!!!!!!

==========================================================================

11 de dezembro

“Mas fulano já mexe o braço, trabalha e diz que tá levando a vida normal”. “Ciclano disse que conhece uma pessoa que teve lesão no cérebro e que ficou sem sequela nenhuma”.

POR QUE COMIGO É DIFERENTE?
PORQUE A GRAMA DO VIZINHO SEMPRE PARECE MAIS VERDE!

A recuperação do cérebro segue um curso diferente para cada pessoa. Além disso, diversas dificuldades são invisíveis aos olhos, mas perceptíveis na convivência.

 

 

======================================================================

03 de dezembro

No dia da Pessoa com Deficiência, vale ressaltar que é justo pensar que uma pessoa com lesão cerebral ….

1. Precisa de oportunidades diferenciadas
2. Precisa de acesso a tratamento mutidisciplinar e de orientação aos seus familiares
3. Precisa de informações sobre as sequelas que não são visíveis aos olhos, mas afetam comportamento e emoção.
4. Precisa saber seus direitos e os benefícios oferecidos pelo governo
5. Precisa ser tratado como qualquer outra pessoa, mas precisa que suas dificuldades sejam entendidas e respeitadas

….

 

=======================================================================

27 de novembro

Você sabia que temos diversos tipos de memória e cada sistema está armazenado em uma parte do cérebro, se relacionando com as outras áreas por células responsáveis pela conexão das áreas entre si?
É por isso que depois de uma lesão no cérebro, uma pessoa pode esquecer de alguns tipos de informações, mas não de outros.

============================================================================

26 de novembro

NÃO É NADA VERDADE!
O desconhecimento dos efeitos de uma lesão no cérebro sobre a maneira de ser, agir e se comportar são inúmeros e invisíveis aos olhos, mas perceptíveis na convivência. Observe as mudanças e não atribua intencionalidade (“ele faz porque quer, está de malandragem, safadeza, corpo mole….”) sem antes procurar entender o que está acontecendo. A falta de informações piora tudo! E pode até destruir relações que seriam mantidas se houvesse informação, diálogo e compreensão do impacto trazido por uma lesão cerebral adquirida.

 

=========================================================================

25 de novembro

ei Brasileira da Inclusão: um avanço e tantopara a garantia dos direitos de pessoas com deficiência. LBI também inova assegurando deficiências decorrentes de TCE e outros tipos de lesão cerebral adquirida
Veja o vídeo e compartilhe esse conhecimento!

============================================================================

21 de novembro

 

=============================================================================

20 de novembro

 

=====================================================================

18 de novembro

=====================================================================

16 de novembro

Esse é um dos maiores desafios e preconceitos vividos por pacientes que não tem lesão física associada. Entre as inúmeras frases prontas que ouvem, uma recorrente é “você está tão bem! Por que não está trabalhando”?

==========================================================================

15 de novembro

Após uma lesão no cérebro, a expectativa é que a recuperação seja rápida para retomar a vida da mesma forma que era. Infelizmente não é assim que acontece: primeiro ocorre a recuperação física e sensorial e depois começa a ser percebida a evolução cognitiva e comportamental. Essa distinção na recuperação faz com que as pessoas pensem que “ele não vai melhorar”, “no começo ele recuperou bem, mas agora parou” e que “já passou o prazo que o médico disse que ele iria se recuperar“, então “ele vai ficar assim para sempre.”
NÃO É ASSIM! A evolução ocorre o tempo todo, sem tempo delimitado para acabar. Não está relacionada ao tempo da lesão, mas sim às possibilidades que a pessoa teve de fazer tratamento e receber estimulação. Estimulação, tratamento adequado e orientação para todos envolvidos tem efeito benéfico independente do tempo transcorrido!

 

 

===========================================================================

15 de novembro

Você sabe o que é reabilitação neuropsicológica?

A reabilitação neuropsicológica é um processo no qual pacientes e familiares trabalham em conjunto com profissionais a fim de superar, reduzir, contornar, enfrentar ou conviver melhor com as dificuldades decorrentes de um problema cerebral (Wilson, 1997) … há um amplo reconhecimento de que a cognição, a emoção e o funcionamento psicossocial estão relacionados e devem ser contemplados na reabilitação (Wilson, 2008).

É um processo longo e focado no alcance de metas, que são conquistadas a passos de formiguinhas…

 

===================================================================

14 de novembro

Muitas pessoas podem apresentar dificuldades de leitura depois de uma lesão cerebral adquirida, especialmente porque:

– Não conseguem mais ler, escrever ou entender o texto.
– A leitura desencadeia dores de cabeça e faz com que a pessoa se sinta muito cansada.
– É difícil ler ou escrever mais que algumas linhas sem esquecer o que foi lido/ escrito ou sem perder o foco e a concentração.

Como fazer para lidar com essas dificuldades?
Aguarde a sugestão de algumas estratégias no próximo post!

 

 

===========================================================================

14 de novembro

As alterações de sono são muito comuns pós lesão cerebral adquirida e podem ser manifestas de diversas formas, incluindo:
– dificuldade de se sentir descansado após dormir
– necessidade de dormir ao longo do dia para descansar e diminuir a fadiga mental e física
– dificuldade para dormir e acordar precoce

Essas alterações de sono podem ser minimizadas com tratamento medicamentoso, mudanças no ambiente (ambiente sem estimulação, não deixar TV e celular ligados no quarto) e inclusão de rotinas e de atividades físicas.

==========================================================================

13 de novembro

 

========================================================================

24 de outubro

Não conseguir mais fazer uma atividade que era desempenhada pode ser decorrente tanto de quadros depressivos como decorrentes da apatia. Nos dois casos, a introdução de estratégias e da organização do ambiente podem ser eficazes para o manejo da inatividade . Além disso, a sensação de bem estar e auto eficácia obtidos com a realização da tarefa rompem o ciclo que estava estabelecido e favorece, assim, o desenvolvimento de novas atividades, motivando o paciente a seguir em frente.

 

========================================================================

21 de outubro

Conhecer sobre os efeitos de uma lesão no cérebro ajuda a compreensão de que é difícil controlar o que sente, faz e fala. Só assim é possível entender e aceitar que a pessoa não fez “de propósito”, procurar ajuda e ter esperança de que as coisas podem melhorar.

 

=======================================================================

18 de outubro

A informação é o primeiro passo para a compreensão e a busca de ajuda especializada. Com tratamento, é possível melhorar muitas dificuldades e levar uma vida mais saudável!

 

============================================================================

14 de outubro

 

======================================================================

09 de outubro

Algumas pessoas que tiveram lesão no cérebro relatam que é muito desafiador lidar com sequelas como dor de cabeça, irritação, dificuldade de raciocinar e com as alterações emocionais vividas. Muitas delas fazem uso da maconha, mesmo sendo uma droga ilícita, para controlar os sintomas descritos anteriormente. Apesar da sensação momentânea de bem estar, o uso da maconha pode sobrepor as dificuldades decorrentes da lesão. O uso de medicamentos (p.ex. antidepressivos) pode ser eficaz no controle desses sintomas e auxiliar na recuperação. Se você conhece alguém que está fazendo uso de maconha para driblar as alterações pós lesão, procure ajuda médica. Um bom neurologista ou psiquiatra podem auxiliar na melhora dos sintomas.

=============================================================================

07 de outubro

E assim é o processo de recuperação: desejamos que ele ocorra continuadamente e que só ocorram sucessos, porém, a recuperação é uma longa jornada com desafios constantes e momentos de melhora, estabilidade e piora.
Ter consciência de que o processo é assim auxilia a manter o foco, a motivação e ser mais resistente ao impacto causado pelos maus momentos.
Lembre-se: a recuperação do cérebro ocorre de maneira diferente de outras partes do corpo.
É mais demorada, delicada e influenciada por inúmeros fatores. Há melhoras mesmo após um longo período da lesão e o efeito das terapias ocorre independente disso. Nos aspectos cognitivo e emocional, quanto mais precoce forem as orientações e intervenções, menos sofrimento ocorrerá ao paciente e seus familiares.

Bike

==========================================================================

06 de outubro

 

==========================================================================

28 de setembro

Por que lembra de coisas que aconteceram há um tempão e esquece as coisas que acabaram de acontecer? Parece que faz de propósito!

Essa é uma pergunta muito comum e que causa perplexidade em todos. A resposta é que nossa memória é dividida em diversos sistemas que atuam de forma independente. Cada sistema tem estruturas que ficam em áreas específicas do cérebro e que são responsáveis por organizar um tipo de informação. Assim, quando há uma lesão, dificilmente ambos os sistemas são afetados. É por isso que a pessoa passa a ter dificuldades em algumas coisas, mas não em outras.
Variáveis como depressão, insônia, cansaço e dificuldades de manter a atenção pioram a memória. Estratégias como anotar e usar lembrete auxiliam muito no fortalecimento da memória, ao contrário do que algumas pessoas costumam pensar (“se eu usar alguma estratégia vou deixar meu cérebro preguiçoso”). A ajuda de um neuropsicólogo pode ser essencial na identificação e treinamento de habilidades específicas, fazendo com que o impacto do esquecimento diminua.
É recomendado evitar “pegadinhas” para verificar se a pessoa está de fato esquecendo.

ttttttttt

=========================================================================

25 de setembro

A reabilitação neuropsicológica usa estratégias para compensar as dificuldades dos pacientes, de modo que elas deixem de atrapalhar a realização das atividades funcionais e aumentem a sensação de bem estar e de utilidade.
Quando comento com outros profissionais que trabalho com reabilitação em hospital público, geralmente as pessoas dizem que precisa de muita estrutura para trabalhar nessa área. Só que não, rs. Veja abaixo um exemplo de estratégia utilizada com uma diarista que ao retornar ao trabalho depois de um aneurisma, esquecia de limpar partes da cozinha.
Para trabalhar com reabilitação, a estrutura necessária é: um profissional com conhecimento, paciente e familiares envolvidos na área. Só isso!

A reabilitação neuropsicológica usa estratégias para compensar as dificuldades dos pacientes, de modo que elas deixem de atrapalhar a realização das atividades funcionais e aumentem a sensação de bem estar e de utilidade.
Quando comento com outros profissionais que trabalho com reabilitação em hospital público, geralmente as pessoas dizem que precisa de muita estrutura para trabalhar nessa área. Só que não, rs. Veja abaixo um exemplo de estratégia utilizada com uma diarista que ao retornar ao trabalho depois de um aneurisma, esquecia de limpar partes da cozinha.
Para trabalhar com reabilitação, a estrutura necessária é: um profissional com conhecimento, paciente e familiares envolvidos na área. Só isso!

A reabilitação neuropsicológica usa estratégias para compensar as dificuldades dos pacientes, de modo que elas deixem de atrapalhar a realização das atividades funcionais e aumentem a sensação de bem estar e de utilidade.
Quando comento com outros profissionais que trabalho com reabilitação em hospital público, geralmente as pessoas dizem que precisa de muita estrutura para trabalhar nessa área. Só que não, rs. Veja abaixo um exemplo de estratégia utilizada com uma diarista que ao retornar ao trabalho depois de um aneurisma, esquecia de limpar partes da cozinha.
Para trabalhar com reabilitação, a estrutura necessária é: um profissional com conhecimento, paciente e familiares envolvidos na área. Só isso!

teste

==========================================================================

24 de setembro

Controlar emoções é um desafio para muitas pessoas, mas pode se tornar mais desafiador ainda após uma lesão no cérebro.
Algumas pessoas relatam que estão mais frias e distantes (“penso só em mim, não ligo para a opinião dos outros, não consigo chorar mais”) enquanto outras demonstram seus sentimentos com mais facilidade (“não escondo o que penso, estou sincera, não levo desaforo para casa, choro com facilidade ou não consigo parar.de.rir). Além disso, as emoções podem atrapalhar a tomada de decisões e o modo de resolver problemas, por exemplo: na hora me senti pressionada e fiz tudo ao contrário do que eu havia me proposto; fiquei tão bravo que falei o que veio à cabeça, muito diferente do que faria antes.
Tudo isso ocorre porque a regulagem das emoções deixa de funcionar como um botão de regularem e passa a operar de modo simples e direto, como uma tomada.

 

==================================================================

16 de setembro

Há doze anos meu irmão teve uma lesão no cérebro. Muita coisa mudou na vida da nossa família e especialmente na dele. Essa experiência me transformou como pessoa e como profissional, mas eu gostaria especialmente de falar como eu vejo a recuperação dele como irmã mais nova, como familiar e não como profissional :
1. É muito.difícil de entender o impacto de uma lesão no cérebro. Se perguntar se a pessoa é assim ou é efeito da lesão é recorrente e nem sempre temos uma resposta.
2. Para mim, é um milagre ele estar vivo e uma dádiva, motivo de gratidão diária. Para ele, foram muitas perdas e uma mudança ruim. Lembrar disso ajuda a entender que o que às vezes parece ingratidão pela vida, na verdade é pesar pelas perdas bruscas.
3. Sempre há melhora, independente de quanto tempo já passou.
4. A maneira como a pessoa encara a vida ajuda muito; ser uma pessoa do bem ajuda mais ainda.
5. Muitas situações trarão sentimento de impotência e isso é muito difícil de lidar.
6. Ter fé e um grupo de amigos é fundamental.
7. Algumas pessoas não estão dispostas a entender as dificuldades alheias, não se sensibilizam e é preciso lidar com isso também. Por outro lado, há pessoas dispostas e é nelas que devemos investir nossa energia.
8. A lesão traz mudança para vida toda: em alguns dias isso será mais fácil de entender e lembrar, noutros não.
9. Podem ocorrer muitas mudanças no jeito de ser, mas cada vez que uma característica ou uma expressão é percebida da mesma forma, da uma alegria e a certeza de que a pessoa que amamos está lá. A essência não muda.
10. É preciso entender que terão momentos muito tristes e difíceis, mas eles passarão.
11. Tudo bem querer desistir às vezes.
12. A recuperação é como uma maratona: requer persistência, tempo, dedicação e muito preparo.
13. O amor e a admiração aumentam infinitamente, mas é necessário zelar para que eles não se transformem em superproteção e tragam efeitos contrários ao incentivo que queremos dar.
14. Familiar erra. E muito. Às vezes é duro, incompreensível, subestima ou superestima a capacidade da pessoa e não consegue entender os limites. Dói perceber que erra e que magoou o paciente, mas poder pedir perdão e dizer que é difícil de entender pode ajudar.
15. Muitas vezes achamos que a pessoa faz “de propósito”: esquece, fala demais, não tem iniciativa, não se organiza e não dá a.volta por cima porque não quer. A maioria das vezes não é intencional, afinal, qual seria a vantagem mesmo de alguém não querer se ajudar??????
16. Uma pessoa vale muito mais do que o trabalho que ela desempenha: valores, atitudes e superação são aspectos fundamentais.
17. O medo de que algo ruim aconteça novamente diminui com o tempo.
18. É preciso lembrar que muitas vezes as coisas saem do controle e vão deixando a pessoa mais confusa, irritada ou desorganizada. Nessa hora é preciso ajudar.
19. A lesão faz com que coisas que eram muito simples e fáceis se tornem difíceis. Isso repercute na segurança que a pessoa tem em si e na sua capacidade de arriscar.
20. Sempre melhora, a recuperação é feita por fases, como.se fosse vídeo game: a cada nova fase, novos desafios surgem e parecem muito difíceis, mas isso é só até supera-los.

Beatriz Baldivia

==========================================================================

10 de setembro

Depressão e ansiedade. Juntinhos, misturados, pertinho e em outros momentos, brevemente longe Emoticon smile
http://comportese.com/…/um-quadrinho-para-entender-como-e-…/

=========================================================================

9 de setembro

“Ex namorado de mim mesmo”
Muitas vezes, enquanto ouço os pacientes se referirem às s capacidades prévias a lesão, me dá a impressão que estão contando de um ex namorado depois de um tempo do término: só ficam as boas lembranças. “Eu era muito competente”, “tirava tudo letra”, “nada me abalava”, “era o cara”. Por outro lado, a visão atual de si mesmo é negativa e cheia “agora é melhor nem tentar”, “só faço besteira “, “minha esposa que sabe dizer de mim”. Certamente houveram mudanças na maneira de ser, algumas habilidades pioraram e outras coisas que eram fáceis ese tornaram difíceis. Contudo, idolatrar quem era e depreciar quem é não ajuda ninguém a se recuperar de uma lesão no cérebro. Já ouvi também muitos relatos como “depois da lesão eu vi que as pessoas não pensavam como eu e passei a.acreditar nelas”, “revi minha maneira de viver e optei em mudar o caminho que estava seguindo”, “eu amadureci, vi valor no que realmente importa ” que mostram que a reflexão e a escolha continuam fazendo parte de quem somos, mesmo depois de uma lesão no cérebro. Se tratar com carinho, identificar aspectos positivose pedir ajuda são ferramentas valiosas na recuperação.

ex namorado de mim mesmo

===========================================================================

9 de setembro

É comum que vítimas de traumatismo craniano por acidentes de carro, ferimento por arma de fogo, assalto ou qualquer outra situação que ameaçou a vida refiram sintomas de extrema ansiedade, caracterizados por pesadelos, flashback da situação e medo intenso, conhecidos por Transtorno do Stress pós Traumático.
O instituto de psiquiatria do Hospital das Clinicas de São Paulo está oferecendo tratamento para vítimas de Stress pós Traumático.Veja as informações no link abaixo e não perca a oportunidade de se cuidar e ter mais qualidade de vida!
http://www.usp.br/imprensa/?p=52292

=============================================================================

25 de agosto

Perseveração: Repetição ou continuação de comportamentos mesmo quando o assunto já mudou, foi resolvido ou a situação mudou por completo. Pode ser a insistência em um assunto ou tema de interesse. Geralmente é percebida como um sinal de “teimosia”, mas na verdade é uma característica que mostra que a pessoa está com dificuldade em flexibilizar atos e idéias.
https://instagram.com/p/6qZ8KjLbJH/

============================================================================

24 de agosto

Sobre acompanhamento psiquiátrico e reabilitação : a aliança entre psicoterapia e tratamento farmacológico aumenta os resultados e propicia melhor controle emocional ao paciente.

 

===========================================================================

21 de agosto

Esse é um exemplo de alteração de comportamento e desinibição pós lesão cerebral adquirida. É uma mudança muito comum, que aparece desde o início da recuperação, assustando os familiares que vão visitar o paciente na enfermaria e se deparam com mudança no jeito de ser. Algumas vezes a mudança é confundida com uma mudança provocada pela própria pessoa, por exemplo, “depois do machucado ele passou a ser mais descontraído, acho que cansou de levar a vida tão a serio”. A desinibição ocorre pela mudança no funcionamento das áreas que controlam nossos impulsos, tornando o “freio” social mais frouxo. Como lidar com a desinibição?
– É importante dar feedback para a pessoa de como está agindo e falando, para que ela consiga ver o efeito do comportamento dela no outro.
– Não entre em confronto: retome a conversa quando as coisas estiverem mais calmas.
– Não pense que a pessoa faz “de propósito”: há uma dificuldade de controlar os impulsos.
Combine com a pessoa um sinal (ou uma frase) que mostrem que ela está se excedendo.
– Procure ajuda profissional de um neuropsicólogo.

Figura retirada do excelente livro “Vovô teve um AVC ”

==========================================================================
21 de agosto
A heminegligencia é um prejuízo atencional causado por uma lesão no cérebro, fazendo com que a pessoa não se atente a um lado do corpo. Com isso, podem ocorrer dificuldades como pentear os dois lados da cabeça, comer a comida que está no lado direito e no lado esquerdo do prato e tantas outras atividades.
O desenho abaixo foi retirado do livro “Vovô teve um AVC”, que é super educativo para crianças e adultos.
============================================================================
8 de agosto

O medo frequentemente é um companheiro de quem passou por uma lesão cerebral adquirida. E as razões são inúmeras : medo de não conseguir andar sozinho, medo de ser criticado, medo de que um novo insulto aconteça (especialmente em AVC e Aneurisma), medo de esquecer, de parecer infantil, de não ser valorizado ou de não conseguir fazer algo que fazia anteriormente. Muitas vezes, o medo de sofrer tudo de novo é tão grande que desencadeia processos de ansiedade intensos que fazem a pessoa sofrer só pela recordação do sofrimento. Ajuda de profissionais especializados em lesão cerebral adquirida é muito importante nesse momento, especialmente fisio, neuropsicólogo e psiquiatra. Com ajuda, é possível diminuir o medo generalizado e a duração das crises, e assim, conviver melhor com ele.

=============================================================================
22 de julho

Quando eu volto a trabalhar? E dirigir, posso?

Essas são as perguntas que eu mais ouço em um primeiro contato com familiares e pacientes. Todo mundo deseja autonomia e a vida de volta, chega do sofrimento que apareceu repentinamente, não é?
Acontece que a recuperação de uma lesão no cérebro é uma grande jornada: exige compreensão das etapas que virão, paciência, persistência, apoio e resiliência. E essas habilidades precisam ser desenvolvidas, treinadas e retomadas diversas vezes. Muitas conquistas vêm antes de voltar a trabalhar e dirigir… a expectativa inicial dos pacientes e familiares que elas ocorram imediatamente, quando na verdade elas estão no topo da escadaria chamada reabilitação. E nessa escada, podemos parar, descer e até repensar em qual degrau queremos e conseguimos chegar.
O importante é que cada passo seja dado de maneira consciente e com apoio de um profissional, pois cada vez que um passo é dado antes do tempo (p.ex, voltar a trabalhar precocemente) e o resultado não é o esperado, o impacto emocional gerado pode levar a pessoa para o primeiro degrau de novo… ou até a desistir de subir a escada….

 

=============================================================================

16 de julho

Estatuto da Pessoa com Deficiência – Lei Brasileira de Inclusão
Entrará em vigor no dia 2 de janeiro de 2016

Após doze anos de trâmite, a lei foi aprovada por unanimidade e sancionada em 6/7/15. Ela traz mudanças na compreensão da deficiência, apontando para a contribuição de como os recursos disponiveis no ambiente que a pessoa está inserida determina o grau de dificuldade que ela terá.
Além disso, ela beneficiará as pessoas com deficiência cognitiva decorrente de lesão cerebral adquirida, tendo deficiência física associada ou não.
O Estatuto da Pessoa com Deficiência determina ainda os direitos relacionados para cada área da vida e traz reformulações na area do retorno ao trabalho. Foi uma grande conquista para todos brasileiros com algum tipo de deficiência.

 

=========================================================================

11 de julho

Assistir TV ajuda na recuperação de uma lesão cerebral adquirida?

Depende. Depende do que assiste, como e por quanto tempo assiste.
Logo no início da recuperação, a pessoa tem muita dificuldade em manter a atenção e concentração por longos períodos de tempo, além de poder apresentar dificuldade para acompanhar as legendas por estar com o pensamento mais lento. Outra coisa a ser considerada é que o humor pode ficar mais influenciado pelo ambiente, isto é, se é um filme mais triste, a pessoa pode ficar mais emocionada.
O que assistir então?
1. Programas curtos, como vídeos do YouTube
2. Seriado ou novela (a sequência de acontecimentos ajuda a lembrar da história) e anotar os fatos principais ajuda a recordar
3. Notícias do cotidiano
A leitura de livros também segue a mesma lógica: começar com a leitura de notícias de jornal ou crônicas curtas e fazer o registro das principais informações apresentadas.
Importante! A seleção do que assistir tem que partir do que interessa à pessoa.

https://www.youtube.com/watch?v=kI6k6tJvaf0

==========================================================================

7 de julho

 

Uma pessoa que teve lesão cerebral na vida adulta é considerada deficiente?
De acordo com a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) (sancionada ontem), deficiente é qualquer pessoa que tem limitação física, intelectual, mental ou sensorial e que em função das barreiras na sociedade, não consegue exercer plenamente suas atividades ou conquistar seus direitos. Assim, quem teve lesão cerebral adquirida pode ter deficiência INTELECTUAL (por ex, dificuldades de memória ). A LBI ajudará as pessoas que tiveram lesão cerebral adquirida a terem seus direitos respeitados e terem mais condições de ter autonomia. Para quem quiser saber mais sobre a LBI, a lei na íntegra está neste link: http://www.planalto.gov.br/…/_Ato2015-2…/2015/Lei/L13146.htm

A atenção e concentração são importantes para diversas atividades e influenciam outras habilidades, tais como o funcionamento da memória, a capacidade de tomar decisões e o relacionamento com as outras pessoas. Por ser tão importante, a atenção envolve diversas regiões do cérebro para que seu funcionamento ocorra de maneira adequada. Assim, qualquer lesão no cérebro pode afetar a atenção e consequentemente, trazer impacto em outras funções mentais que dependam dela, como a capacidade de aprender e lembrar novas informações).

 

============================================================================

2 de julho

A atenção e concentração são importantes para diversas atividades e influenciam outras habilidades, tais como o funcionamento da memória, a capacidade de tomar decisões e o relacionamento com as outras pessoas. Por ser tão importante, a atenção envolve diversas regiões do cérebro para que seu funcionamento ocorra de maneira adequada. Assim, qualquer lesão no cérebro pode afetar a atenção e consequentemente, trazer impacto em outras funções mentais que dependam dela, como a capacidade de aprender e lembrar novas informações).

=============================================================================
 27 de junho

A perda da capacidade olfativa ocorre especialmente quando a lesão cerebral é na região frontal e danifica o nervo olfatório. A identificação dos sintomas é fundamental para que haja possibilidade de tratamento, especialmente nos seis primeiros meses pós lesão. Avise seu médico assim que perceber dificuldades em sentir e identificar cheiros.

 

=============================================================================
26 de junho

Hoje é o Dia Internacional da Luta contra o Uso e Tráfico de Drogas.
Você sabia que o abuso de substâncias é um fator de risco para ter Traumatismo Craniano (TCE)? Cerca de 15% dos casos que chegam no pronto socorro com TCE consumiram álcool ou drogas.
Há risco de desenvolver abuso de drogas (álcool e drogras) depois de ter sofrido um TCE, especialmente em pessoas que já faziam uso previamente. Algumas pessoas usam para diminuir o impacto que alterações como irritação, desesperança e a percepção das dificuldades causam, porém, não imaginam o risco que estão correndo. Veja alguns motivos publicados por Ohio Value Center.

========================================================================
25 de junho

Cada um de nós tem histórias de vida diferentes e maneiras diversas de enfrentar situações difíceis. Apesar disso, as pessoas que sofrem uma lesão cerebral adquirida passam por fases de recuperação emocional bem parecidas. São elas: agitação, negação, raiva/depressão e a fase do teste. Essas fases podem ocorrer repetidas vezes até que a pessoa consiga compreender suas limitações, maneiras de minimiza-las. e de aceita-las. Esse processo todo pode se tornar mais fácil quando os envolvidos sabem o que está acontecendo e a importância de cada momento.

=============================================================================

22 de junho
Aqui estão algumas dicas para lidar com a fadiga mental. O intuito das dicas é manejar a fadiga e ajudar as pessoas que não tem atendimento especializado a terem mais qualidade de vida, porém, nada substitui o acompanhamento com profissional de saúde especializado.
==========================================================================
15 de junho
============================================================================
14 de junho
===========================================================================
12 de junho
=============================================================================
8 de junho
============================================================================
7 de junho
========================================================================
5 de junho

 

========================================================================
2 de junho
As mudanças no comportamento após uma lesão cerebral são decorrentes de prejuízos no funcionamento executivo e causam estranheza em quem está acostumado com o padrão de comportamento prévio da pessoa com lesão cerebral adquirida. Costumo ouvir frases como:

“Ele mudou muito. Era sério e respeitador, agora fala o que pensa”.
“Ele era tímido, agora, nem liga pro que os outros vão falar do que ele faz, fala ou acha”.
“Ele jamais faria isso, não sei o que acontece”
“Quando eu percebo, já falei.” Virei o ‘super sincero’.
“Ele tá sem noção. Não tem freio pra nada”.

=========================================================================
31 de maio

Você sabe o que é AFASIA? É alteração na maneira de se comunicar (falar, compreender, repetir, nomear objetos, escrever e reconhecer números) decorrente de uma lesão cerebral adquirida.
Esse sensível vídeo mostra como o afasico se sente e incentiva outras maneiras de comunicação e expressão de afeto. Nesses casos, a intervenção da fono pode ajudar muito, além do papel do neuropsicologo.
Aqui em São Paulo tem uma ONG incrível de teatro de afasicos, chamada Ser em Cena. Vale a pena conhecer!

 

===========================================================================

31 de maio

 

Sobre o conceito de REABILITAÇAO: o traumatismo craniano (e outras lesões adquiridas tb) pode modificar a maneira como a pessoa pensa, se comporta e resolve as tarefas do dia a dia. Isso é denominado IMPACTO, ou seja, a repercussão que a lesão trouxe na vida da pessoa. Por isso, a reabilitação é planejada para cada caso e as prioridades são elencadas conjuntamente com o paciente e família. O objetivo da REAB é diminuir o impacto da lesão na vida da pessoa, aumentando a autonomia e devolvendo -lhe a sensação de “controle sobre a vida”.

 

=================================================================
25 de maio

REABILITACAO NEUROPSICOLOGICA começa com a ampliação da consciência e sobre o impacto do que mudou tão repentinamente. … se para os adultos já é difícil de compreender, quem dirá para as crianças. …
Gosto muito de usar esse livro para fazer mediação com crianças. Tem uma parte que ensina como o adulto conta a história do avc para a criança tb. Muito legal!

======================================================================

A identificação precoce dos sintomas de avc são fundamentais para a terapêutica adequada e para minimizar as possíveis alterações.

====================================================================

As lesões cerebrais adquiridas aparecem de forma abrupta e causam mudanças duradouras na vida da vítima e de seus familiares. É uma síndrome silenciosa, não avisa quando virá e quem atingirá. As lesões podem ocorrer por traumatismo craniano, AVC, aneurisma, tumor cerebral ou infecção. Depois de uma lesão no cérebro, coisas que eram facilmente realizadas passam a ser desafios, como se fossem um “quebra – cabeça”. Nem sempre as dificuldades são perceptíveis aos olhos, especialmente quando não vêem associadas de sequelas físicas, fazendo com que os pacientes passem por preconceitos.
A educação é a melhor arma contra o preconceito e no Brasil, temos grupos e blogs que se destinam à orientação da população.

Anúncios